Guia D&A · Castanha de caju
W1, bandas, crua ou torrada
o que cada nome quer dizer
Resposta rápida
W1 é a castanha de caju inteira (classe W) do tipo 1, o de cor mais clara e uniforme, pela Instrução Normativa nº 62/2009 do Ministério da Agricultura. Bandas são as metades da castanha, separadas no sentido do comprimento. Crua é a amêndoa sem torra; torrada passou por torrefação ou fritura, com ou sem sal.
W
é a castanha inteira, pela norma do Ministério da Agricultura
1
é o tipo de cor mais clara e uniforme
Bandas
são as metades, separadas no comprimento
O que significa W1 na castanha de caju?
W1 junta duas informações da classificação oficial: a letra W indica a classe inteira (do inglês whole) e o número 1 indica o tipo, que é definido pela cor. Pela Instrução Normativa MAPA nº 62/2009, o tipo 1 reúne amêndoas de coloração uniforme: branca, amarelo-clara, marfim-pálida ou cinza-clara. Ou seja, o 1 não fala de tamanho. O tamanho aparece em outro código, a subclasse, que conta quantas amêndoas inteiras cabem em uma libra (453,59 g). Quanto menor o número, maior a castanha. Na subclasse W240, por exemplo, são de 220 a 240 amêndoas por libra. A norma ainda aceita até 10% de quebradas em um lote de inteiras.
Subclasses das inteiras pela norma brasileira e pela especificação da AFI (Association of Food Industries), dos Estados Unidos:
| Subclasse | Amêndoas por libra (IN nº 62/2009) | Amêndoas por quilo (AFI) |
|---|---|---|
| SLW (superespecial) | Até 180 | 266 a 395 |
| LW ou W210 (especial) | 181 a 210 | 395 a 465 |
| W240 | 220 a 240 | 485 a 530 |
| W280 | 260 a 280 | Não consta |
| W320 | 300 a 320 | 660 a 706 |
| W450 | 400 a 450 | 880 a 990 |
| SW (inteira pequena) | 451 a 500 | Não consta |
E W2, W3, SW?
O número segue a escala de cor da norma: o tipo 2 vai do amarelo ao marrom-claro, o tipo 3 do amarelo-forte ao âmbar, e os tipos 4, 5 e M reúnem amêndoas com brocas, manchas ou partes queimadas. SW não é cor: é a inteira pequena. A sigla W1 vem da antiga classificação de exportação, que usava nomes como W1-240, como registra uma publicação da Embrapa de 1993.
O que são bandas, batoques, pedaços e xerém?
Bandas são as metades naturais da castanha de caju. A amêndoa é formada por dois cotilédones, e a banda é um deles, inteiro, separado do outro no sentido do comprimento. A Instrução Normativa nº 62/2009 chama essa classe de S (banda), e a especificação da AFI usa o termo splits, definido como a metade da amêndoa partida no comprimento. Já o batoque (classe B) é a castanha quebrada no sentido transversal, com tamanho entre 3/8 e 7/8 da original. Abaixo disso vêm pedaços, grânulos, xerém e farinha, separados por peneira. A amêndoa é a mesma em todas as classes; mudam o formato, o preço e o melhor uso na cozinha.
Pela norma, o xerém (classe X) é a fração que passa na peneira de 1,70 mm e fica retida na de 1,19 mm. Na D&A, o xerém são pedaços pequenos e irregulares.
Castanha de caju crua é crua mesmo?
Não no sentido literal: a castanha de caju vendida como crua passou por calor no beneficiamento, só não foi torrada nem frita. Segundo a Embrapa Agroindústria Tropical, no manual Processamento de Castanha de Caju, a castanha é cozida em vapor de autoclave ou caldeira por 20 a 30 minutos para tornar a casca friável, ou seja, fácil de quebrar. Essa casca guarda o LCC, líquido da casca da castanha, que a Embrapa descreve como viscoso, cáustico e facilmente inflamável. Depois do corte, a amêndoa vai para a estufa, com ar quente de 60 a 70 °C por 6 a 8 horas, para soltar a película.
Na prateleira, portanto, crua quer dizer sem torra, sem óleo e sem sal. A norma chama de amêndoa processada a que passou por torrefação ou fritura, salgada ou não.
Qual a diferença entre castanha de caju crua e torrada?
A crua tem sabor mais suave e textura mais macia; a torrada é crocante, dourada e tem sabor tostado mais marcado. A diferença está na etapa final do beneficiamento. Em outra publicação da Embrapa, a fritura da amêndoa é feita em óleo quente por 3 a 6 minutos, seguida de centrifugação para retirar o excesso e de salga de 1% a 2%, quando leva sal. Por isso a crua é a base de leite vegetal, cremes, patês e receitas que vão ao forno, onde ela doura junto com o prato. A torrada é a escolha para petiscar ou finalizar saladas e pratos quentes, quando a crocância precisa chegar pronta à mesa.
Com sal ou sem sal?
Na D&A, a torrada com sal leva castanha, óleo vegetal e sal; a sem sal, castanha e óleo vegetal. A com sal vai direto para o pote do petisco. A sem sal serve para doces, bolos e para quem prefere temperar em casa.
Qual castanha de caju escolher para cada uso?
A regra prática é: inteira quando a castanha aparece, banda quando ela entra na receita e xerém quando ela vira textura. Para servir em potes, montar tábuas de frios ou presentear, a W1 entrega o que a norma do Ministério da Agricultura exige do tipo 1: amêndoas inteiras, de cor clara e uniforme. Para leite vegetal, cremes, molhos e massas, a banda crua faz o mesmo trabalho por menos, porque vai ser batida ou picada. Para o petisco do dia a dia, a banda torrada com sal resolve. E para granola, cookies, farofa e coberturas, o xerém já vem no tamanho certo, sem tábua nem faca.
| Uso | Melhor formato | Por quê |
|---|---|---|
| Petisco servido em pote, tábua de frios, presente | W1 inteira torrada | Inteiras, de cor uniforme e já crocantes |
| Torrar e temperar em casa | W1 inteira crua | Você controla a torra e o tempero |
| Leite vegetal, cremes, molhos | Bandas cruas | Vai ser batida; o formato não importa |
| Bolos e assados que vão ao forno | Bandas cruas ou xerém | A castanha doura no próprio forno |
| Petisco do dia a dia | Bandas torradas com sal | Mesma amêndoa, preço menor |
| Saladas e pratos quentes | Bandas torradas sem sal | Crocância pronta, sal na sua mão |
| Granola, cookies, farofa | Xerém | Já vem picado |
Conclusão: se a castanha vai aparecer inteira, escolha a W1. Se vai ser batida, picada ou assada, bandas cruas. Se vai virar textura, xerém. A torrada fica para quando a crocância precisa chegar pronta.
Para a mesa das confraternizações, o guia de castanhas e frutas secas para as festas de fim de ano ajuda a calcular quanto comprar.
Quanto custa o quilo de cada formato na D&A?
Em novembro de 2026, na loja da D&A, o quilo da castanha de caju W1 inteira sai por R$ 109,90, crua ou torrada, e o das bandas, cruas ou torradas, por R$ 71,90: cerca de 35% a menos. O xerém custa R$ 29,99 o quilo. A diferença vem da seleção, não da amêndoa. O beneficiamento quebra parte das castanhas: no modelo de minifábrica descrito pela Embrapa, o rendimento é de 21% de amêndoa sobre o peso da castanha, e de 80% a 85% das amêndoas saem inteiras. Na D&A, a castanha de caju foi a família de produtos que mais vendeu no site em novembro e dezembro de 2025.
| Formato | Pacote de 1 kg | Pacote de 2 kg | Quilo no pacote de 2 kg |
|---|---|---|---|
| W1 inteira, crua ou torrada | R$ 109,90 | R$ 200,90 | R$ 100,45 |
| Bandas, cruas ou torradas | R$ 71,90 | R$ 130,90 | R$ 65,45 |
| Xerém | R$ 29,99 | R$ 53,90 | R$ 26,95 |
Preços promocionais de 5 de novembro de 2026.
Como a gente separa a castanha de caju na D&A
Na D&A, a castanha de caju vem em cinco produtos, em pouch com fecho zip, de 250 g a 2 kg:
- W1 inteiras cruas, sem torra, óleo ou sal.
- W1 inteiras torradas, com ou sem sal.
- Bandas cruas.
- Bandas torradas, com ou sem sal.
- Xerém, em pedaços pequenos e irregulares.
Como saber se a castanha de caju está boa?
Uma castanha de caju boa tem cor uniforme, cheiro neutro e textura seca. A Instrução Normativa nº 62/2009 lista como defeitos graves a amêndoa ardida, mofada, rançosa, com dano de inseto ou com impurezas, e define a rançosa como a que tem cor, sabor e odor alterados pela oxidação do óleo da própria castanha. Entre os defeitos leves estão a amêndoa manchada, arroxeada, brocada, queimada e com película aderente. A norma recomenda umidade de 5% para a comercialização, e a especificação da AFI pede de 3% a 5%. Por isso, castanha boa é seca: a torrada estala na mordida, e a crua é firme, não borrachuda.
Desconfie de manchas escuras, cheiro de óleo velho e gosto amargo. Para conservar, veja o guia como guardar castanhas e nozes para não ficarem rançosas.
Resumo e perguntas frequentes
Em resumo, a castanha de caju tem duas classificações que andam juntas: formato e cor. No formato, W é inteira, S é banda (uma das duas metades), B é batoque e, abaixo disso, vêm pedaços, grânulos, xerém e farinha. Na cor, o tipo 1 é o mais claro e uniforme, e por isso W1 quer dizer inteira de tipo 1. O tamanho fica por conta da subclasse, como W240 ou W320. Crua é a amêndoa sem torra, que ainda assim passou por vapor e estufa no beneficiamento. Torrada passou por torrefação ou fritura. A escolha certa depende do que a castanha vai fazer na receita.
Quantas castanhas de caju vêm em 1 kg?
Depende da subclasse de tamanho, que nem toda embalagem informa. Pela especificação da AFI, um quilo de castanha W240 tem de 485 a 530 amêndoas; de W320, de 660 a 706; de W450, de 880 a 990. Bandas e pedaços não têm contagem, porque são classificados pelo formato e pela peneira.
O que significam as letras T e TS na embalagem de castanha de caju?
Pela Instrução Normativa nº 62/2009, a castanha torrada é classificada só por classe e subclasse, com a letra T acrescentada; a torrada e salgada recebe TS. Assim, uma W320 TS seria uma inteira, de 300 a 320 amêndoas por libra, torrada e salgada. Nas torradas, o tipo de cor não entra na classificação.
Precisa deixar a castanha de caju crua de molho?
Para leite vegetal e cremes, sim. Na D&A, a gente sugere deixar a castanha crua de molho em água por 2 a 4 horas, escorrer, bater com água filtrada na proporção de 1 xícara de castanha para 3 a 4 de água e coar em pano fino. Para petisco ou receitas de forno, não precisa.
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Os produtos deste guia
Na dúvida entre dois formatos, pense no que a castanha vai fazer no prato. Para a mesa de petiscos, a castanha de caju W1 inteira torrada é a escolha. Para cozinhar, as bandas cruas fazem o mesmo trabalho por menos.
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Por Denis, sócio-fundador da D&A Naturals. Denis fundou a D&A com a Amanda em 2022 e acompanha a seleção dos produtos da loja.
Fontes consultadas
- Instrução Normativa MAPA nº 62, de 15/12/2009 (Regulamento Técnico da Amêndoa da Castanha de Caju), texto em Normas Brasil
- AFI, Association of Food Industries, Specifications for Cashew Kernels (atualizada em setembro de 2023)
- Embrapa Agroindústria Tropical, Processamento de Castanha de Caju (Paiva, Silva Neto, Pessoa e Leite), Coleção Agroindústria Familiar, 2006
- Embrapa Agroindústria Tropical e SEBRAE/CE, Aproveitamento Industrial do Caju, Documentos 38, 2000
- Embrapa Agroindústria Tropical, Minifábrica de processamento de castanha de caju, Circular Técnica 07, 2000
- Embrapa (CNPAT), Características biométricas e indicadores tecnológicos da castanha em quatro clones de cajueiro-anão-precoce, Pesquisa em Andamento 12, 1993





